o MARMELO

O QUE HÁ DE ESPECIAL NA HISTÓRIA, CARACTERÍSTICAS E PREPAROS DE UMA FRUTA MILENAR (PORÉM POUCO PRESENTE EM NOSSAS MESAS) QUE PRECISAMOS SABER?

TEXTO POR JORGE GONÇALVES

Cydonia oblonga, que em português chamamos de “MARMELO” é o fruto de uma árvore de tamanho médio e natural do Cáucaso, região da Ásia Ocidental localizada entre os mares Cáspio e Negro. O marmeleiro é uma planta típica de climas temperados e bastante exigente em tratos culturais. Foi introduzido no Brasil por volta de 1500 a 1532, mais fortemente pela expedição de Martim Afonso de Souza, tendo sido, inclusive, o primeiro produto de exportação paulista, antes mesmo do café.

Photo by Engin Akyurt on Pexels.com

Origem

Identifiquei em alguns textos dos Assírios, Babilônicos e na própria Bíblia indicação das frutas consumidas e cultivadas pelos Sumérios (um dos primeiros povos a habitar a Mesopotâmia, cuja fixação nesse território se deu por volta de 5000 a.C.) e entre eles, tipos existentes e conhecidos até hoje como tâmaras, romãs, pêssegos e figos, e em especial, o marmelo.

Posteriormente foi levado para o Mediterrâneo, há cerca de 4 mil anos. Os gregos lhe atribuíram um significado mitológico, passando a usar a flor do marmeleiro como símbolo sagrado da deusa do amor, Afrodite. Alguns autores consideram que esta espécie teve a sua origem na cidade de Cydon, situada na ilha de Creta, cultivada em torno de 700 a. C. Atualmente ainda existem formas selvagens do marmeleiro em algumas regiões do Sul da Grécia, Itália e França. Foi introduzido no continente americano pelos colonizadores portugueses e espanhóis.

Flor de Marmeleiro | Foto: Depositphotos

Provavelmente o marmelo foi uma das primeiras frutas a serem transformadas em geleias. São ricos em pectina e o conservante natural utilizado era o mel e o xarope feito a base de tâmaras. Nessa época a humanidade não conhecia e muito menos extraía açúcar seja lá de qual fonte vegetal fosse (beterraba, cana de açúcar, agave ou bordo).

Apresenta um bom desenvolvimento em solos de textura ligeira, férteis e com adequado poder de retenção de água. É muito tolerante ao encharcamento e asfixia radical, sendo utilizado como porta-enxerto devido a este fato. Apresenta sensibilidade ao calcário, sendo 8 % o limite máximo de tolerância. Adapta-se bem a climas temperados, sendo pouco exigente em horas de frio (90 a 500 horas), suportando bem os invernos amenos. Nas fases de desenvolvimento vegetativo e de frutificação,– é exigente em temperaturas altas e luminosidade acentuada.

Foto: Jair Antônio Oliveira

O marmelo possui um formato semelhante ao da pêra, medindo entre 7 a 12 cm de largura por 6 a 9 cm por altura. Sua polpa é rígida e muito aromática. Exalam um perfume muito agradável porém devem ser consumidos cozidos. Uma fruta rica em fibras, vitaminas, antioxidantes naturais como o tanino.

O Marmelo dá somente uma florada por ano e o marmeleiro começa a produzir com 5 anos.

Foto: Google

Sabe-se que a fruta é adstringente e fortificante do aparelho digestivo. É pouco consumida in natura (na forma de suco) e alguns ainda indicam que a fruta não pode ser comida como pêras ou maçãs, pois precisa ser cozida ou congelada para eliminar a sua acidez. Sua polpa é empregada na fabricação de doces como a famosa marmelada (e falo mais detalhadamente sobre ela logo mais abaixo) um purê da fruta cozido com açúcar, além de ser consumida em forma de sopa, compota, geleia e licor.

Uma vez maduro, o fruto amarelado ainda tem um interior duro, muito parecido com a textura de uma abóbora. As sementes podem ser venenosas em grandes quantidades, por isso muitas pessoas costumam descartá-las. O núcleo do marmelo é muito duro, é preciso uma faca afiada para parti-lo e separá-lo das sementes, e embora seu interior seja branco quando cru, cozinhar vai transformá-lo de um marrom claro até um vermelho terroso escuro. Mais que as maçãs, essa fruta contém uma grande quantidade de pectina , por isso é frequentemente usado para doces e geleias.

Foto: eatsmarter.com

Houve uma época em que as geleias eram usadas com uma finalidade muito além do que se possa imaginar: para fins medicinais! E é ai que entra em cena um produto feito a base de marmelos: uma receita de geleia contra males estomacais, criada por um boticário francês e posteriormente disponibilizada pelo médico greco-romano Claude Galien . Temos então a origem do COTIGNAC, uma preparação onde se misturava marmelos cristalizados, mel e especiarias e o resultado era receitado para promover a digestão e como antidiarreico. Tanto a historia quanto o processo de produção e demais curiosidades, contarei num próximo texto, dedicado somente a essa iguaria.

Foto: francebleu.fr

Atualmente, os maiores produtores da fruta são: Turquia, China, Marrocos, Argentina, Irã, Peru, Uruguai e Chile. No Brasil, o maior produtor é o Estado de Minas Gerais, seguido pelo Rio Grande do Sul.

E para confirmar o provável “primeiro sabor” de GELEIA “criado”, temos um texto que remonta ao século 1, em um dos 37 volumes da História Natural do autor romano Plínio, o Antigo, onde ele descreve um produto aparentando uma compota de marmelos confitados no mel. Mais tarde, no século 4, o agrônomo Palladius cita duas outras receitas igualmente produzidas.

Foto: pingodoce.pt

Posteriormente foram encontrados registros em uma das escrituras mais remotas da receita de “conserva”, no livro “De Re Coquinaria”, que significa “A arte da cozinha”, do gastrônomo Marco Gavio Apício, e que viveu na Roma Antiga 25 anos a.C . Em suas receitas, as frutas eram cozidas junto com o mel e especiais originárias da Índia. Além disso, também há registros que na Grécia Antiga era utilizado o mesmo método para conservar os alimentos e fabricar esta iguaria que era muito servida durante as refeições. 

Foto: vidaativa.pt

E em se tratando do Brasil, uma terra que “em que se plantando tudo dá”, uma máxima das crônicas e relatos de viajantes estrangeiros que apresentavam as terras como um lugar deliciosamente rico em espécies alimentares, tanto as plantadas e cultivadas quanto as nativas, uma terra cheia de pomares recheados de abacates, açaís, ananases, cajás, ingás, jacas e marmelos, sem falar nos diversos tipos de bananas, laranjas e mangas espalhados por todo território, as chamadas “terras novas”, que com a colonização se transformou em um local de brigas e disputas. Foi também nessa época, por volta de 1530 que o Brasil recebeu as primeiras mudas de cana e peritos na fabricação do açúcar. Um sistema de produção marcado pela escravidão, e foi nas cozinhas da casa-grande e arredores que as senhoras portuguesas se viram obrigadas a transformar e adequar seus hábitos mais tradicionais, onde não mais tinham acesso a seus fogões e chaminés em estilo francês e produzindo a partir daquele momento como os povos indígenas e negros, cozinhando fora da casa, numa espécie de “puxado”. Documentos relatam a utilização de muitos espaços como cozinha, e que mudavam conforme o tempo e o cardápio, permanecendo a “suja” do lado de fora, onde se cortava e limpava as carnes e onde se preparavam os doces demorados (como a goiabada e a marmelada), e a de dentro, a “limpa”, onde eram feitos todos os doces finos. É nessa época que esse tipo de doce é introduzido no país, e com todas as interferências e ajustes culturais que tivemos, o resultado é o que, até hoje, conhecemos como “marmelada”. No século XX, a iguaria chegou a ser o doce industrializado mais consumido no Brasil.

Marmelada | Foto: colherdepau.net

E existe no Brasil uma cidade no estado de Minas Gerais que é uma homenagem ao MARMELO, chamada Marmelópolis. Polis = cidade, ou seja, “Cidade do Marmelo”.

Até o início do século XIX a região era habitada pela tribo Timbiras. Essa população original desapareceu com a chegada dos primeiros colonizadores: o alferes Antônio José Ribeiro, sua esposa e filhos, que vieram do Rio Grande do Sul e inicialmente se estabeleceram num lugar denominado de Incubatão, com o objetivo de encontrar ouro. Nesse local o alferes construiu sua fazenda e seus escravos passaram a garimpar o ouro num rio próximo, atualmente onde se localiza o bairro Cata dos Marins. Manoel Ribeiro de Carvalho, um dos filhos do alferes, roçou uma grande extensão de terra e fez uma queimada para construir sua fazenda, após casar-se com Mariana Justina de São José. Em torno dessa fazenda foi surgindo um pequeno povoado e o lugar recebeu, inicialmente, o nome de Queimada. Manoel pertencia a Cavalaria Imperial, possuía muitos escravos que, além do garimpo, trabalhavam em lavoura de milho, feijão e fumo. Um dos seus filhos (Manoel Frederico Ribeiro) trouxe para a Queimada em 1914 as primeiras mudas de marmelo. Devido ao solo e clima de Queimada, os marmeleiros adaptaram-se facilmente e em 1935 a agricultura do marmelo já era extensa e a primeira fábrica começou a ser instalada para transformar a fruta em “massa”, transportada para outras cidades para a produção de doce. Com a instalação da fábrica, fez-se necessário a construção de uma estrada (1944 – 1946) com uma extensão de 22 Km, ligando Queimada a Delfim Moreira, principal acesso até os dias de hoje. Com o passar do tempo, ao total eram 23 fabricas na cidade.

Foto: conhecaminas.com | fotografia de Renato Ribeiro

Por volta de 1962 o número de pés de marmeleiros no estado de Minas Gerais era de 2.000.000, sendo que 600.000 pertenciam à Queimada e, no dia 01/03/1963 foi feita a instalação do município de Marmelópolis, sendo o senhor Joaquim Ribeiro da Mota nomeado intendente.

A cidade é pacata, charmosa, aconchegante, muito atraente e conta com menos de três mil moradores, simpáticos, gentis e muito hospitaleiros. É uma típica cidade do interior mineiro.

Foto: conhecaminas.com | fotografia de Jair Antônio Oliveira

A fábrica da Cica (aquela bem famosa e que tinha como marca registrada um elefante verde) hoje é onde funciona a prefeitura, que teve sua fachada preservada.
Em 1977 a economia da cidade girava toda em torno da marmelada. Praticamente toda a população trabalhava nas fábricas. O surgimento de novos doces, principalmente a base de chocolate, influenciou no declínio e queda da cultura da marmelada.

No início dos anos 80, a produção de marmelo já havia diminuído de maneira assustadora devido a falta de renovação dos pomares e a falta de incentivo do governo, entre outros fatores. Devido a inflação galopante, frutas foram sendo importadas de países vizinhos e o que se produzia na região de Marmelópolis foi ficando estocado de ano para ano , ocasionando perdas e dívidas para agricultores e industriais.  Atualmente a produção da fruta é mínima e vendida a preço irrisório. Das fábricas que existiram, algumas foram demolidas, outras desabaram com o tempo. A maioria dos agricultores aderiu à plantação de tomate, batata e outros produtos.

Foto: conhecaminas.com | fotografia de Renato Ribeiro

O manejo do marmelo não é difícil, porém as marcas Cica e Peixe deixaram de investir na região. Em
2008 Moises (produtor de marmelada) resgatou a receita de seu pai, usando madeira de eucaliptos pra alimentar as caldeiras. Aliás, a massa é cozida em tachos de maneira bem artesanal. Hoje resta apenas uma única fábrica na cidade e o cultivo da fruta restringido a pequenas propriedades.

Mas essa realidade vem mudando com a retomada da produção de marmelo no município, por iniciativa da família do Moisés Ribeiro Cunha (já citado acima) proprietários da única fábrica de marmelada atualmente operante na cidade. O objetivo é resgatar uma das mais antigas atividades agrícolas de Minas Gerais, e devolver à cidade o posto de terra do marmelo, aumentando a produção da fruta e da marmelada. A iniciativa vem entusiasmando alguns produtores e reanimando os antigos, que estão fazendo novas plantações ou mesmo recuperando antigas plantações, bem como ampliando a área de plantio.

Foto: de Renato Ribeiro, plantação de marmelo no município de Marmelópolis


Darci Pereira, filho do senhor Geraldo, um dos pioneiros a produzir marmelo na região, resolveu retomar a produção a pedido do pai, falecido em 2015. Hoje ele vende a produção para o Moises. Ele tem um filme onde o pai relata seu temor e previa, ainda em 2000, o fim do ciclo do marmelo na região. Profissionais da Emater trabalham para incentivar a prefeitura e enaltecer a cultura do marmelo na cidade.

Foto: Google


O povo de Marmelópolis lembra com saudades do perfume da fruta, do aroma doce tilintando nos caldeirões das antigas fábricas, da fartura nos tempos da colheita da fruta. Esse mesmo povo não está apenas na saudade hoje. Estão reagindo e trazendo de volta a cultura do marmelo.

Marmelópolis está iniciando-se no campo de turismo, graças as belas paisagens naturais existentes: magníficas cachoeiras e trilhas ecológicas.  A cidade do marmelo ficou nas lembranças e recordações de uma época gloriosa. Agora, às futuras gerações, fica a incumbência de valorizar o que a cidade mais tem de bonito e especial: a exuberância da natureza que felizmente é bem preservada. E também a tentativa de resgate dos tempos áureos onde a fruta que deu nome a cidade era a estrela principal e com isso, gerar um novo ciclo.

A Festa do Marmelo


Um dos eventos que ajudam na divulgação da cidade, bem como incentivo na produção do marmelo e produção de seus derivados, é a tradicional Festa do Marmelo de Marmelópolis, que acontece no outono, geralmente nos fins de março para início de abril. 

na foto de Cássia Almeida, visitantes esperando a abertura do salão para conhecer os produtos derivados do marmelo e artesanato, na Festa do Marmelo em 2019

A cidade com menos de três mil habitantes praticamente triplica nos dias da festa. No evento, o visitante conhece todos os produtos feitos com marmelo, como sopa, licor, geleia, compota e claro, marmelada, além dos produtos derivados do leite e azeites orgânicos, tradicionais na região. O visitante tem a oportunidade ainda de conhecer o artesanato local, a culinária típica da cidade, como a truta da Mantiqueira e pinhão, além dos pratos da cozinha mineira. Durante os dias de festa há apresentações de oficinas culturais e ainda a apresentação de bandas regionais que cantam e tocam em estilos diversos com o Sertanejo Raiz, Pop Rock, Jazz e MPB.

Marmelópolis fica a cerca de 460 quilômetros da capital Belo Horizonte, 255 quilômetros de São Paulo e 305 do Rio de Janeiro.

PELO MUNDO…

Existem termos em diversas línguas, por exemplo MARMELATTA em italiano e MARMELADE em inglês que nada tem a ver com a marmelada feita de marmelos. A única coisa em comum é que todas são tipos de conserva.

Já a MURABBA (palavra árabe) é uma conserva muito popular em muitas regiões do Sul do Caúcaso, Ásia Central, Sul da Ásia e Oriente Médio e geralmente é preparada com frutas como marmelo, açúcar e especiarias.

Na Espanha, México e Peru, é conhecido como DULCE DE MEMBRILLO.

Na Itália, COTOGNATA, doce típico feito a base de marmelos. Eles podem ser um pouco caros, então quando seu forte aroma floral enche os balcões do mercado, muitos gostam de aproveitar a disponibilidade de 1 mês de sua safra para fazer essas preciosas geleias e doces em casa.

QUINCE CHEESE, CARNE DE MEMBRILLO, ATE DE MEMBRILLO, MARMELADA, CODONYAT, BIRSALMA SAJT, BIRSALMA ZSELÉ, MEMBRILYO, PATÊ DE COING, QUITTENKÄSE, KITNKEZ, SIR OD DUNJE nada mais são que o doce feito a base da pasta do marmelo, em várias línguas diferentes e preparações semelhantes.

A fruta possui uma coloração amarelo-dourada, característica que faz com que ele seja conhecido como “pomo dourado” e também considerada a fruta da fertilidade e do amor.

Foto: Google

Somente a título de curiosidade, outro produto feito a base de marmelos e que movimenta a economia de uma cidade é a Sopa de Marmelo, que foi registrada pela Prefeitura Municipal de Delfim Moreira, também em Minas Gerais, tamanha sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG
Nome atribuído: Sopa de Marmelo
Localização: Delfim Moreira-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3429/2010

A sopa de Marmelo faz parte do patrimônio cultural da cidade de Delfim Moreira. Ao longo do século XX, o cultivo de marmelo na região e consequente fartura possibilitaram o desenvolvimento de diversas receitas entre os moradores da cidade.

Histórico do município: “Após o efêmero ciclo do Ouro, a economia de Delfim Moreira passou a ser basicamente de subsistência. Plantavam-se o fumo e o milho, juntamente com a criação de suínos e de gado. No início do século XIX, o Senhor Barão da Bocaina introduz em suas propriedades do Córrego Alegre e São Francisco dos Campos uma plantação de marmelo com finalidades comerciais.
O marmelo já era há muito tempo utilizado como planta de jardim e como cercas divisórias. Com o aumento da produção, os proprietários de marmeleiros viram-se obrigados a procurar um mercado que consumisse a produção. Em 1916, os Senhores Paulino Gonçalves de Faria e Francisco José Alves viajaram para o Rio de Janeiro, onde travaram negociações com a fábrica Colombo, e assim teve início a exportação de frutas para a capital da República, na época, a cidade do Rio de Janeiro. Entre 1916 e 1919, foi instalada a primeira fábrica de doces, pelo senhor Antonio Ferraz, proprietário na época da Fazenda Alegria. Em 1918, o senhor Eleardo Braga Mostero (cidadão do Rio de Janeiro), juntamente com os senhores Paulino Gonçalves de Faria, Francisco José Alves, Evaristo Coura, Joaquim da Silva, Clementino Batista da Cunha e muitos outros, iniciaram a construção da Cia de Melhoramentos de Soledade de Itajubá, que foi vendida mais tarde para o senhor Manoel José Lebrão, da fábrica Colombo do Rio de Janeiro.
Foram instaladas: em 1924, a Doces Mantiqueira Ltda; em 1930, a Fábrica Vitória; em 1933, a Fábrica de Doces Estrela do Sul; em 1933, a Fábrica Peixe; em 1945, a Fábrica Paulino Faria; em 1947, a CICA; em 1948, a Matarazzo; em 1952, a fábrica Sertaneja; em 1953 a Bonetti e Abdias Ltda, a Fábrica Maravilha e a Delmor Ltda; e em 1956, a Fábrica Independência Ltda.
Difícil e penoso era fazer as mercadorias chegarem nos centros consumidores aqui produzidos. No final do século XIX, fizeram os primeiros projetos para a construção de uma via férrea que ligaria Soledade de Itajubá a Itajubá. Finalmente em 1919, deu-se início à construção do ramal que ligaria o Itajubá Velho ao Itajubá Novo. Em 1926, foi inaugurada a estação deste ramal, que recebeu o nome de Delfim Moreira. Em 28 de março de 1957, realizou-se a última viagem do trem que ligava Itajubá a Delfim Moreira. Em maio de 1959, principiou-se a retirada dos trilhos desse ramal.”
Fonte: Prefeitura Municipal

Foto: br.freepik.com

Outra curiosidade é que a maçã proverbial que Eva ofereceu a Adão pode ter sido um erro de tradução e interpretação, e na verdade, a “”fruta do pecado” ser um marmelo. Quanto ao pecado do homem citado na Bíblia, foi oferecida uma fruta. A mitologia diz que foi uma maçã, mesmo a fruta não sendo de origem desta região e nem o nome da fruta é citada na narrativa bíblica, as ilustrações do fruto proibido mostram uma maçã. Se a narrativa bíblica se referir mesmo a uma fruta real, com certeza, a fruta do pecado original seria o marmelo, pelo fato de ser uma fruta comum na região e com sua origem onde a passagem é narrada.

IMAGEM: pt.aleteia.org | O Jardim do Éden com a Queda do Homem
Pintura de Jan Brueghel, o Velho e Peter Paul Rubens

Benefícios de consumirmos o marmelo:

– Bom funcionamento do intestino

– Faz bem para a saúde do coração

– Auxilia no controle glicêmico

– Regula o colesterol

– Fortalece os músculos

– Previne doenças do coração

– Fortalece o sistema imunológico

– Previne doenças de córnea e mácula

– Tem ação diurética, anti-inflamatória e cicatrizante

Foto: vidaativa.pt

E você, conhece algum outro produto ou alguma curiosidade sobre o Marmelo? Me conta aqui embaixo nos comentários!

Se você gostou, curte, comente e compartilhe!

A sobrevivência de um conteúdo produzido por profissionais como eu depende muito de vocês, caros amigos leitores e leitoras! E para se manter vivo e chegar a mais pessoas é preciso um grande empenho no boca a boca, isso é muito importante! Indique, compartilhe, curta e, sempre que puder, comente aqui embaixo. Fico extremamente feliz em ouvir vocês, suas dúvidas, sugestões e histórias, e saber que tem mais alguém aí do outro lado que ama GELEIA e tudo o que diz respeito a esse UNIVERSO <3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *